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Setlist: abertura de séries

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Outro dia, fazendo faxina no quarto (cadê o glamour?) encontrei um dos meus velhos caderninhos de listas. É um hobbie inútil, mas de vez em quando rende ideias pra posts, como esse aqui. Ou vocês acham que é fácil encontrar cinco músicas boas por semana? =P

Esse setlist eu tirei de uma destas listas mais antigas: as melhores músicas de aberturas de série!

1. One tree hill:  I don’t wanna be, de Gavin DeGraw

 

2. Friends: I’ll be there for you, The Rembrandts

3. Charmed: How Soon is Now, The Smiths

4. O.C: California, Phanton Planet

5. Scrubs: I’m no Superman, Lazlo Bane

Das antigas ou das mais novas, algumas moraram anos no meu iPod! Divirtam-se! 😉

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A Onda

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Ontem foi um sábado dedicado ao meu programa preferido. O trio: namorado, brigadeiro e DVD. De bônus, os amigos e um filme sensacional!

 

A Onda é uma produção alemã (não torça o nariz antes de conhecer! #ficaadica) baseada em um caso que ocorreu em Palo Alto, na Califórnia, em 1967.

Na vida real, o professor de high school Ron Jones deveria ensinar aos seus alunos o que é uma autocracia. Perguntado sobre a responsabilidade do povo alemão diante das atrocidades de Hitler ele propôs um exercício simples, para mostrar a turma como era seguir as ordens de um líder. Logo de cara, os alunos entraram no clima da experiência, mas aos poucos o movimento foi ficando cada vez mais violento, até que Jones foi obrigado a interromper a simulação.

O diretor alemão, Dennis Gansel, acertou ao levar a história de Palo Alto para a Alemanha atual. Assim como aconteceu na Califórnia, tudo começa com uma pergunta básica: é possível ressurgir o nazismo na Alemanha? O professor Rainer Wenger (Jürgen Vogel) acha que sim e, para provar isso aos seus jovens alunos, transforma a classe toda em um movimento que tem
como lema “a força pela disciplina”.

Os cento e sete minutos de filme nos dão muito em que pensar. Todo mundo gosta de ter a ilusão de que é completamente diferente do vizinho ao lado, mas na verdade, a maioria quer apenas “se encaixar” e, para isso, acaba se submetendo a várias regras – mesmo que muitas vezes elas sejam completamente arbitrárias e contrárias aos nossos valores.

A moda é um exemplo disso, e a primeira coisa a ser abolida em um regime onde não existe a noção de indivíduo. Preste atenção na cena onde a personagem Karo (Jennifer Ulrich) experimenta uma camisa branca, o “uniforme” da Onda. Ela se olha no espelho por todos os ângulos, mas não consegue se ver vestida com aquilo. Parece futilidade, mas na verdade, é a questão central do filme: porque nós, seres humanos, e sociais por natureza, abrimos mão da nossa individualidade com tanta facilidade em nome de um grupo?

Resumo da história: vale MUITO a pena deixar o pipocão americano de lado de vez em quando e assistir a um filme em outra língua que não seja o inglês! J