Perfil: Wallis Simpson

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Há tempos eu penso escrever aqui no blog mini-perfis de mulheres que eu admiro e que, de certa forma contribuíram para a moda. Os nomes são muitos, mas resolvi começar por uma polêmica: Wallis Simpson.
Se você nunca ouviu falar dela, vale ler este post atentamente e, em fevereiro, comparecer ao cinema mais próximo para ver W.E, filme dirigido por ninguém menos que Madonna.


Voltando ao que interessa, a americana Wallis Simpson foi uma das primeiras fashionistas da história, bem antes da invenção do termo. A bem da verdade, não era lá muito bonita, mas conhecia o jet set britânico e também o americano como ninguém. Divorciada, esperta e espirituosa, sabia muito bem como atrair as atenções. E foi exatamente isso que fez com o então rei da Inglaterra Edward VIII.
Se você achou romântica a história de William e Kate, vai suspirar pela história de Edward e Wallis. Afinal, se casar com uma plebeia é fácil. Difícil é enfrentar a Igreja Anglicana e se casar com uma mulher duas vezes divorciada. Pressionado pelo povo inglês, que clamava por uma rainha, o rei Edward VIII não teve outra solução a não ser abdicar do trono e abrir espaço ao seu irmão George (lembra do filme O Discurso do Rei?).


A vida do ex-rei não foi fácil a partir de então. E nem a de Wallis. Depois dessa, ela nunca foi aceita pela família real, que excluiu o casal do convívio social. Impossibilitada de ser tratada por Alteza Real, teve que se contentar com o título de Duquesa de Windsor.
Edward também era um pouco desastrado em suas atitudes e, durante uma passagem pela Alemanha, foi mostrar simpatia logo por quem não devia: Hitler. Para evitar uma crise diplomática, o primeiro-ministro da Inglaterra Winston Churchill mandou os dois para as Bahamas, de onde partiram para a França.
Se Wallis ficou triste com a mudança, não deixou ninguém perceber. Continuava servindo jantares, dando festas, e sabia receber como ninguém. Sua relação com a moda pode ser resumida em sua célebre frase: “Não sou uma mulher bonita. Não sou nada pra se olhar, então a única coisa que posso fazer é me vestir melhor do que qualquer outra pessoa”.


Mesmo não sendo exatamente um ícone de beleza, Wallis foi a primeira garota propaganda da Dior, e mantinha um guarda-roupa impecável recheado por peças de Chanel, Jacques Fath e Givenchy. Anos depois de sua morte, seu estilo continua influenciando mulheres pelo mundo. É o caso de Madonna e Nancy Shevell, que se casou com Paul McCartney com um vestido inspirado em modelo usado por Simpson.
Da pra ver que no mundo da moda, realeza não é tudo.

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