Jean Paul Gaultier

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Desde o início do Rock in Rio, os cariocas estão se esbaldando com as celebridades que passam por aqui. Elton John, Stevie Wonder, Rihanna, Chris Martin, Axl Rose, Shakira, Justin Bieber, Eric Clapton, a galera do Tears for Fears. Mas para quem gosta de moda, ninguém nessa lista é tão importante quanto o “enfant terrible” Jean Paul Gaultier.


O estilista veio para o Brasil prestigiar a première do documentário que conta a história de toda a sua vida no mundo da moda. Dirigido por sua amiga de longa data, a ex-modelo muçulmana Farida Khelfa, “Jean Paul Gaultier – Quebrando as regras” está em cartaz no Festival do Rio e vale cada centavo do ingresso.


Mas a visita não parou por aí. Ele ainda teve fôlego para um bate-papo (grátis) para estudantes de moda e demais interessados ontem no Espaço Tom Jobim no Jardim Botânico. Aliás, um lugar que vale visitar!


A convite do Paulo Borges e da Bethy Lagardère,  Gaultier e Farida foram “entrevistados” por Camila Yahn, editora do FFW. Em pouco mais de uma hora de conversa, o estilista falou de tudo. Do início de carreira sem nenhuma educação formal em moda, como foi trabalhar com Pierre Cardin, fazer figurinos para Madonna (foi ele o famoso criador dos sutiãs da turnê Blond Ambition, em 1990) e Almodóvar e, principalmente, como falar para as massas e continuar quebrando tabus.


Desde os anos 80, Gaultier tornou-se conhecido por fazer aquelas coisas que ninguém fazia e dar uma certa voz aos excluídos do mundo fashion. Foi assim que ele levou às passarelas a estética punk, a gordinha Beth Ditto, vocalista da The Gossip, a dançarina burlesca Ditta Von Teese, o andrógino Andrej Pejic (vestido de noiva), e muito mais.


Tanta modernidade não impede que Gaultier trabalhe também na sua linha de alta-costura, o que faz com muita competência. Ele ainda é responsável por alguns dos perfumes mais vendidos do mundo. São estes itens que “sustentam” sua marca, mais acessíveis ao público em geral do que seus famosos sutiãs cônicos.


Sorrindo o tempo todo, Jean Paul Gaultier mostrou que, nesse caso, rebeldia anda lado a lado com simpatia. E ainda deu a dica de como continuar produzindo e vivendo: “Temos que procurar nossa alma de infância, aquilo que nos faz feliz. Ou seja, não devemos ser blasés”.
Para seguir à risca!

Nota: obviamente a primeira foto da palestra foi tirada com o meu blackberry. A outra (a boa!) é do site FFW! =)

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