Meia-noite em Paris

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Reescrevi este texto algumas vezes, tentando encontrar um tom um pouquinho mais digno e menos tiete. Até que desisti e resolvi usar os adjetivos que realmente me vieram à cabeça. Meia-noite em Paris é absolutamente sensacional, daquele jeito que Woody Allen é. E se ele é fantástico em Nova York, nem sei dizer o que é em Paris – aliás, morro de curiosidade de ver o que ele faria filmando aqui no Rio, mas isso é assunto para outro post.

Voltando ao assunto, é difícil definir o mote principal do filme. Seria sobre um casal afastado pelas diferenças? Sim. Seria sobre os maiores artistas do século passado? Também. Mas, basicamente, é sobre a relação que as pessoas tem com o seu presente e a forma com que cada um vive a nostalgia.

Meia-noite em Paris foi a forma que Woody Allen encontrou de mostrar que cada época tem suas vantagens e desvantagens e pouco adianta ficar preso ao passado.

Transportando isso pra moda, é basicamente o que a gente aprende em qualquer manual de estilo. Se inspirar, buscar referências e trazer o que funcionou na época para o agora. Coisa que a figurinista Sonia Grande faz muito bem.

Grande acerta com todos os personagens, mas saí do cinema querendo muito todo o guarda-roupa da Inez (Rachel McAdams). Cara de it girl, jeito de rica, nariz empinado e muito Dior, Chanel e Hermes.

Quero esse casaquinho de tweed da Chanel e quero agora!

Figurinos à parte, o filme todo vale a ida ao cinema. Aos 75 anos, Woody Allen ainda está em plena forma e merece ser visto.

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